Está na coluna de hoje da Patrícia Kogut a trista verdade que todos já perceberam e não querem admitir. Thaís Araújo é linda, dedicada e já se saiu bem em outros papéis na TV, mas esta Helena está sendo um retumbande fiasco.
Concordo, mas acredito que a responsabilidade não seja (só) dela. O texto duramente recitado todas as noites pela mocinha, se dito por qualquer atriz da Band, da Record ou do SBT, já teria sido alvo de severas críticas e muita zoação no Pânico, no CQC e na coluna do Macaco Simão. Mas como é o Manoel Carlos, todo mundo acha (ou acha que tem que achar) sensacional. PK, sendo quem é, tem peito (e, principalmente, COSTAS!) para dar zero para a Thaís. Terá também para "zerar" a novela?
Mesmo a grande personagem/ atriz destas primeiras semanas - Lília Cabral - está perigosamente embicando para se tornar o Grilo Falante da obra. Em todo capítulo ela tira um minuto de sabedoria do saco de maldades, e esta mistura de verdade e fel, que em doses homeopáticas daria a dimensão da dor da personagem (Marta? esqueci...), em formato over fica chata por demais.
19/10/2009
04/09/2009
16/06/2009

Ney Matogrosso aparecerá, possivelmente no início do ano que vem, no papel principal do filme Luz nas Trevas - A Revolta de Luz Vermelha, continuação-releitura-explicação&sei-lá-o-quê do original da década de 60.
Há algumas semanas, numa reunião de gente que lê jornal (coisa que eu não faço), todos acharam estranha a escolha. Fui a única a achar sentido na aposta, mas, intimidada pelo discurso competente, não soube defender os motivos do meu feeling. Ficou só no feeling mesmo.
Há algumas semanas, numa reunião de gente que lê jornal (coisa que eu não faço), todos acharam estranha a escolha. Fui a única a achar sentido na aposta, mas, intimidada pelo discurso competente, não soube defender os motivos do meu feeling. Ficou só no feeling mesmo.
Continuo acreditando no Ney. Olhem aí a foto: alguém tem dúvida de que ele É ator?
Mas vendo as primeiras cenas liberadas para a internet, fiquei meio cismada com o filme enquanto obra. Tem tortura, anão de terno, travesti, normalista de Os Sete Gatinhos, complexo de Édipo, policial corrupto, flashes em preto e branco e Ney cantando vestido da urban cowboy. Acho que não precisava tanto...
Mas vendo as primeiras cenas liberadas para a internet, fiquei meio cismada com o filme enquanto obra. Tem tortura, anão de terno, travesti, normalista de Os Sete Gatinhos, complexo de Édipo, policial corrupto, flashes em preto e branco e Ney cantando vestido da urban cowboy. Acho que não precisava tanto...
13/06/2009
Bonitinhas as obras aí ao lado, não? São parte da exposição de Rogério Degaki, que esteve na Galeria Triângulo (SP). Esteve, já acabou, já era. O tema do post não é a exposição em si, mas o texto de apresentação. Vê se eu posso:
"... (esculturas que), metonimicamente, tratam da artificialidade dos edulcorantes como o açúcar da sociedade contemporânea..."
07/01/2009
Novamente o trabalho do Bom Dia Brasil em torno do conflito no Oriente Médio deu um show. Longos segundos sem nenhuma fala, nenhum texto ou entrevista. Apenas fotos e vídeos se alternando na tela, com as sirenes, tiros e explosões ao fundo. Se o assunto não fosse tão dramático, diria até que foi bonito...
06/01/2009
Muito boa a coluna de hoje de JFSantos (queria lincar aqui a coluna, MAS O SITE NÃO RECONHECE MEU LOGIN E A CENTRAL DO ASSINANTE NÃO SABE RESOLVER ESTE PROBLEMA). Gaiata, cheia de novidades, etc e tal. Mas como tudo tem um "mas", cabe esclarecer que a guerra no Oriente Médio (simplificando muito as motivações políticas, econômicas e geográficas) é entre judeus e muçulmanos, e não entre judeus e católicos.
Comentário paralelo
Aula de artes plásticas básica para principiantes: cores escuras dão mais peso ao objeto, e a parte superior de qualquer figura é a que domina o olhar. Assim, somando dois e dois, se você coloca uma roupa escura na parte de cima - blusas, blazers, casacos - o que já é naturalmente dominante fica ainda mais evidente. Então por que as apresentadoras (que hoje aparecem de pé, diante de recursos de croma key) insistem em usar blazer preto e calça cinza? Parece que o tronco está flutuando no cenário. A sempre elegante Renata Vasconcelos e a nem tanto Ana Maria Braga incorreram neste erro hoje...
Aula de artes plásticas básica para principiantes: cores escuras dão mais peso ao objeto, e a parte superior de qualquer figura é a que domina o olhar. Assim, somando dois e dois, se você coloca uma roupa escura na parte de cima - blusas, blazers, casacos - o que já é naturalmente dominante fica ainda mais evidente. Então por que as apresentadoras (que hoje aparecem de pé, diante de recursos de croma key) insistem em usar blazer preto e calça cinza? Parece que o tronco está flutuando no cenário. A sempre elegante Renata Vasconcelos e a nem tanto Ana Maria Braga incorreram neste erro hoje...
Muito boa a edição de hoje do Bom Dia Brasil, praticamente toda voltada para o conflito no Oriente Médio. Gorda, cheia, variada e muito, muito didática. Ótimos os infográficos (também é este o nome na TV?), que, infelizmente não achei no site.
Tive um embrião de blog falando de jornalismo. O que restou dele pode ser lido em http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&op=dados&usuario=261, mas decidi trazer o assunto para cá. Já não dou conta de um, pra quê tentar ter dois blogs? A partir de hoje, portanto, aqui também falamos (mal) da imprensa escrita, falada, televisada, internetada, Iphonada e tudo o mais.
04/01/2009
Ai, está sendo muito difícil engrenar o Ano Novo. Não tive recesso, praticamente. Com os feriados caindo no meio da semana, restaram poucos dias úteis livres, e ainda tive que trabalhar três dias. Todos os planos de botar a vida em ordem neste período foram por água abaixo. Restam a próxima segunda e terça, vamos ver se dá para voltar a trabalhar sem muita frustração.
13/07/2008
19/03/2008
Inconfessáveis
Não há beleza no desejo inspirado pelas obviedades. Há pouco mérito em querer apenas pelas ousadias, pelas safadezas de que se é capaz.
Desejáveis, adoráveis, inconfessáveis, são a pele que se dobra, pesada de anos, na curva do pescoço.
As mãos pequenas.
As incontáveis manias e os hábitos meio sem sentido de homem solteiro.
Uma leve hipocondria, divertida.
A inflexão dada ao meu nome, ao telefone, como se ficasse surpreso por ser eu do outro lado da linha.
Uma timidez domada, um ciuminho feliz.
E os sussurros de "minha", que você não consegue repetir sob a luz acesa.
Não há beleza no desejo inspirado pelas obviedades. Há pouco mérito em querer apenas pelas ousadias, pelas safadezas de que se é capaz.
Desejáveis, adoráveis, inconfessáveis, são a pele que se dobra, pesada de anos, na curva do pescoço.
As mãos pequenas.
As incontáveis manias e os hábitos meio sem sentido de homem solteiro.
Uma leve hipocondria, divertida.
A inflexão dada ao meu nome, ao telefone, como se ficasse surpreso por ser eu do outro lado da linha.
Uma timidez domada, um ciuminho feliz.
E os sussurros de "minha", que você não consegue repetir sob a luz acesa.
O visigodo em todos nós
Leblon. Aquele desfile de óculos escuros de grife que todo mundo já sabe. Apartamentos quilométricos de frente para o mar. Trés chic. E, de repente, lá vem ele - um altíssimo representante da cultura nacional, vestindo o impossível. O mais bizarro figurino envolvendo tronco e membros da criatura. Mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que imaginar aquele ser respeitado, letrado, incensado, elevado, vestindo o que vestia. Incompatível. Indescritível. Eu posso, você pode. Ele não.
Ou pode?
Mora um cafona em cada um de nós.
Na década de 70, Francisco Cuoco já foi o próprio, em uma grande novela da Globo (as novelas já foram grandes um dia, acredite). Empresário de sucesso, não fazia o menor esforço para esconder as preferências estéticas. O símbolo de seu império empresarial era uma réstia (para quem não é do tempo da réstia, a explicação: é aquela trança de cebolas que ficava pendurada nas quitandas. Se não sabe nem o que é quitanda, lamento). É este cafona que não se rende, que não se dobra, que insiste em aparecer pelas frestas. Nenhum compromisso com os sinais exteriores de antenação. Um bárbaro, um visigodo invadindo o império das fashion weeks e dos cadernos de cultura.
Diz aí que você não sabe o refrão de "Morango do Nordeste"? Que nunca interrompeu o zapping de madrugada para ver uma entrevista no Amaury Jr.? Ou que não guarda no armário uma peruca canecalon, uma blusa de gola rolê, uma calça baggy?
Ao fim e ao cabo destes mal empilhados parágrafos, pedra, mas também vidraça, deixo o bombástico registro: adoro o Louro José!
Vai lá: manda a primeira estilingada quem achar que pode.
Leblon. Aquele desfile de óculos escuros de grife que todo mundo já sabe. Apartamentos quilométricos de frente para o mar. Trés chic. E, de repente, lá vem ele - um altíssimo representante da cultura nacional, vestindo o impossível. O mais bizarro figurino envolvendo tronco e membros da criatura. Mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que imaginar aquele ser respeitado, letrado, incensado, elevado, vestindo o que vestia. Incompatível. Indescritível. Eu posso, você pode. Ele não.
Ou pode?
Mora um cafona em cada um de nós.
Na década de 70, Francisco Cuoco já foi o próprio, em uma grande novela da Globo (as novelas já foram grandes um dia, acredite). Empresário de sucesso, não fazia o menor esforço para esconder as preferências estéticas. O símbolo de seu império empresarial era uma réstia (para quem não é do tempo da réstia, a explicação: é aquela trança de cebolas que ficava pendurada nas quitandas. Se não sabe nem o que é quitanda, lamento). É este cafona que não se rende, que não se dobra, que insiste em aparecer pelas frestas. Nenhum compromisso com os sinais exteriores de antenação. Um bárbaro, um visigodo invadindo o império das fashion weeks e dos cadernos de cultura.
Diz aí que você não sabe o refrão de "Morango do Nordeste"? Que nunca interrompeu o zapping de madrugada para ver uma entrevista no Amaury Jr.? Ou que não guarda no armário uma peruca canecalon, uma blusa de gola rolê, uma calça baggy?
Ao fim e ao cabo destes mal empilhados parágrafos, pedra, mas também vidraça, deixo o bombástico registro: adoro o Louro José!
Vai lá: manda a primeira estilingada quem achar que pode.
18/06/2006
Tardes e alvoreceres têm, às vezes, silêncios e cores que fazem apertar meu coração. É uma sensação de que luto contra o correr do tempo, e perco sempre, que estou sendo menos feliz do que poderia, por minha própria incompetência em gerir prioridades e necessidades. Numa tarde como esta, por exemplo, desejaria não ter a lembrança de tantas responsabilidades esperando solução, tanto por fazer.
Tenho sede do alumbramento que
carregam os pequenos acontecimentos (J.)
Feriado, missão cumprida na analista, sem parceiro para almoçar, saí pela cidade procurando um lugar com terraço, varanda, calçada, ar livre, para aproveitar o sol. Fui indo, fui indo e quando vi estava na Barra.
Entrei na grande livraria e pedi "um livro para ler no almoço". A vendedora não entendeu e riu, depois expliquei e ela continuou achando graça. "É, um livro que caiba entre o almoço a sobremesa e o café". Ela me trouxe "A casa de papel", de Carlos Maria Dominguez. Muito esperta, a moça.
Não achei nenhum lugar de acordo, e contentei-me com a nesga de céu que se vê das mesas externas do Adegão Português.
Entrei e sentei, causando o pequeno alvoroço que o vestido fazia por merecer. Em frente, um sósia do Veríssimo.
Decidi almoçar sem ligar para a dieta - azar - e pedi medalhão a Luiz XV, batizado assim por algum motivo secreto. Certamente o nome não tem ligação com o sabor redondo do queijo e da manteiga nos ovos mexidos, nem com a carne ao ponto e bem temperada. Até palmitos, aspargos e cogumelos, em sua semgracice branca, estavam saborosos, e a batata com design de cortador de legumes comprado no Polishop não atrapalhou em nada, só tirou um pouco do romantismo. Se bem que o romantismo já estava seriamente comprometido desde o início, porque parece tremendamente inadequado que o Adegão Português tenha uma filial em um shopping. Adegão não rima com blindex.
Sobremesas feitas com aquela mar de gemas típico da cozinha portuguesa, um infernal toucinho do céu com canela e um rocambole de laranja cujo passaporte garantia ter a receita chegado
diretamente de Algarves. Ao fim, adocei o café com açúcar, em respeito também ao paladar, mas principalmente às especiarias, às navegações e aos portugueses. Não fizeram tanto para eu estragar tudo com Finn.
diretamente de Algarves. Ao fim, adocei o café com açúcar, em respeito também ao paladar, mas principalmente às especiarias, às navegações e aos portugueses. Não fizeram tanto para eu estragar tudo com Finn.
Tive o impulso irresistível de roubar a nota com a conta, que trazia explicadinho como havia sido o almoço. Documento eletrônico, moderno, Grande Irmão registrando perfeitamente as ações das imperfeitas unidade-carbono chamadas gente, tinha lá: total - R$ 80; tempo de permanência no restaurante (por que isso é importante numa nota fiscal????) 80 minutos. R$ 1 por minuto. Não foi caro ser um pouquinho feliz.
Eu precisava muito, mas muito mesmo, de caneta e papel, para não deixar escapar algumas idéias que vieram bonitas e escorregadias. Entrei na única porta que atendia pela alcunha de papelaria. Parecia mais uma loja de presentes para debutantes. Pedi "um bloco e uma caneta bonita" e a vendedora ofereceu-me umas coisas brilhantes que custavam sozinhas o preço de um contêiner de esfereográficas e cadernetas com mais flores e enfeites que linhas para escrever. A mim bastariam uma boa Bic preta e um bloco pautado daqueles de borda verde, azul ou vermelha que comprava na cooperativa da escola ("cooperativa da escola"? Como foi que lembrei disso??). Chegamos perto do alvo com um kit trazendo lápis, apontador e um bloco fino e comprido, ilustrado com um gato de cara estranha. O conjunto destina-se às listas de compras das donas de apartamento (porque donas-de-casa só da Cidade de Deus pra lá. Na Barra, só donas-de-apartamento), cada item com um pequeno ímã, para que sejam colados nas geladeiras enormeplex em aço escovado. Amei meu bloco de gato!
Visitei a exposição sobre futebol bem quando começava o 20º jogo da Copa:Paraguai X Suécia, uma ironia econômico-social.
Frustrada a intenção de um cineminha, por causa da hora, segui, então, rumo ao trabalho, que naquela tarde não parecia ser "constituição da minha própria humanidade", como aprendi naquele marxismo pesado dos tempos de casada, mas só aquilo que paga almoços, livros e canetas.
Frustrada a intenção de um cineminha, por causa da hora, segui, então, rumo ao trabalho, que naquela tarde não parecia ser "constituição da minha própria humanidade", como aprendi naquele marxismo pesado dos tempos de casada, mas só aquilo que paga almoços, livros e canetas.
14/05/2006
Dentro da campanha de recuperação de mim mesma, procurei um dermatologista para cuidar das manchas na pele. Infinitas sessões de um produto que, aplicado no rosto, deve lá permanecer por D-O-Z-E horas, e que me deixa com a cor de um andróide de filme de ficção científica classe B. Fico parecendo um personagem de Perdidos no Espaço.
E para o corpo (siiiiim, eu fiz manchas e cicatrizes pelo corpo tb!!) a indicação foi uma espécie de adesivo transparente. Agora passo os dias explicando pra todo mundo que eu NÃO fiquei mais louca e que NÃO estou colando pedacinhos de Durex pelo corpo (porque é exatamente o que parece). O engraçado é que o negócio se chama Drenison. Lembrando o Falabella no finado "Sai de Baixo": Drenison não parece nome de filho de pobre? E ainda tem sobrenome: o diabo do adesivo se chama Drenison Oclusivo. Só falta o da Silva.
E para o corpo (siiiiim, eu fiz manchas e cicatrizes pelo corpo tb!!) a indicação foi uma espécie de adesivo transparente. Agora passo os dias explicando pra todo mundo que eu NÃO fiquei mais louca e que NÃO estou colando pedacinhos de Durex pelo corpo (porque é exatamente o que parece). O engraçado é que o negócio se chama Drenison. Lembrando o Falabella no finado "Sai de Baixo": Drenison não parece nome de filho de pobre? E ainda tem sobrenome: o diabo do adesivo se chama Drenison Oclusivo. Só falta o da Silva.
Homens!!...
Estou fazendo um MBA em administração pública / Poder Judiciário, cuja maior contribuição até agora para a alavancagem da minha vida cultural (e alavancagem é uma palavra bem própria de quem faz MBA) é a hora e meia livre que ele permite que eu tenha, toda sexta, no meio do dia, a título de almoço. Uma comidinha rápida em qualquer lugar legal e o resto do tempo só meu, para zaranzar no Centro. Só está saindo meio caro, porque sempre acabo comprando alguma coisa. Depois de rosbife e quiche no Paço, entrei na Travessa da Rio Branco, e pedi direto:
- Eu quero o "Em busca do borogodó perdido".
(Sempre sinto vergonha quando peço um livro ou um CD assim, parece que entrei em um supermercado para comprar batatas - ecos do casamento e da formalidade que o ex dava estes gestos)
Pois bem. Pedi o livro e deu para notar que o vendedor tentava carregar o arquivo, mas rodava rodava e nada.
Como conheço a humanidade, dei uma ajuda.
- Aquele do umbigo.
Pronto. Em dois segundos o rapaz achava o borogodó que o Joaquim perdera.
Estou fazendo um MBA em administração pública / Poder Judiciário, cuja maior contribuição até agora para a alavancagem da minha vida cultural (e alavancagem é uma palavra bem própria de quem faz MBA) é a hora e meia livre que ele permite que eu tenha, toda sexta, no meio do dia, a título de almoço. Uma comidinha rápida em qualquer lugar legal e o resto do tempo só meu, para zaranzar no Centro. Só está saindo meio caro, porque sempre acabo comprando alguma coisa. Depois de rosbife e quiche no Paço, entrei na Travessa da Rio Branco, e pedi direto:
- Eu quero o "Em busca do borogodó perdido".
(Sempre sinto vergonha quando peço um livro ou um CD assim, parece que entrei em um supermercado para comprar batatas - ecos do casamento e da formalidade que o ex dava estes gestos)
Pois bem. Pedi o livro e deu para notar que o vendedor tentava carregar o arquivo, mas rodava rodava e nada.
Como conheço a humanidade, dei uma ajuda.
- Aquele do umbigo.
Pronto. Em dois segundos o rapaz achava o borogodó que o Joaquim perdera.

Dia das mães, vejam só...Quase 40 cm de diferença entre a cintura e os quadris. Taí de onde herdei o biotipo... E agora, olhando estas fotos, vejo que estou ficando bem parecida com ela! (Clique nas fotos para ver mais de perto. Ambas são de 1958)
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