21/12/2010
Precisando de tratamento..
Muito culpada por não estar fazendo nada hoje! (MAS EU ESTOU DE FOLGA, culpada de quê, meu Deus?)
15/12/2010
Fashion is busine$$, mas não precisa exagerar
Mesmo cinto, duas revistas, duas lojas, DOIS PREÇOS... E que preços!
Na primeira, já caro, R$449,00. Na segunda, um salto de mais de 100% - R$ 998,00.
Na primeira, já caro, R$449,00. Na segunda, um salto de mais de 100% - R$ 998,00.
13/12/2010
Gente Boa (com e sem trocadilho)
Sábado, almoço no céu do bom papo, no paraíso da conversa inteligente: almoço com Alfredo (anfitrião mais carinhoso não há), Ancelmo, Dorrit, Zu, Xico, Marcos, (quase) todos com seus avecs. Muita história de quem acompanha de perto a História. Nem precisava, mas ainda tivemos roastbeaf, quiche, espumante, vinho e torta de limão.
Eu já sabia!
Tem mais ou menos uma década... Comecei minha curtíssima carreira de estagiária no Segundo Caderno (onde, por motivos que revelarei num próximo capítulo, não fiquei nem um mês...) e, escrevendo uma matéria sobre a Twiggy, enfatizei o peso dela separando tudo com hífen. Ficou assim:
Trinta-e-oito-quilos!
Para mim, o leitor leria bem lentamente, espantando-se, a cada palavra, com a magreza da moça. Se ia dar certo ou não, não importa. O certo é que tomei uma chamada, que absurdo, aquilo não estava no manual, etc, etc.
Sexta-feira passada, dia 10, o gênio Arthur Dapieve abre a coluna com sete linhas todas divididas por hífens. Ele não sabe, mas me vingou diante dos meus fantasmas, e ainda me economizou uns meses de terapia. Beijos, Dapi!
30/11/2010
Marquetingue, marquetingue, é melhor e tem suingue...
Nos outros episódios d'As Cariocas, as protagonistas eram belas mulheres. No de hoje, apesar da presença da a cada dia mais bela Grazzi Massafera defendendo muito bem seu papel de ex-quase-famosa, o personagem principal é um carro! Até aqui, 80% das cenas são externas, só pro Kia Soul mostrar sua veia dramática e seu texto cheio de significado...
E ainda tem anúncio do dito Kia entre os blocos do programa!!!!
(E para os irritantemente jovens que não entenderam a citação do título, explico que era parte de um velho e engaçado comercial da ESPM)
19/10/2009
Está na coluna de hoje da Patrícia Kogut a trista verdade que todos já perceberam e não querem admitir. Thaís Araújo é linda, dedicada e já se saiu bem em outros papéis na TV, mas esta Helena está sendo um retumbande fiasco.
Concordo, mas acredito que a responsabilidade não seja (só) dela. O texto duramente recitado todas as noites pela mocinha, se dito por qualquer atriz da Band, da Record ou do SBT, já teria sido alvo de severas críticas e muita zoação no Pânico, no CQC e na coluna do Macaco Simão. Mas como é o Manoel Carlos, todo mundo acha (ou acha que tem que achar) sensacional. PK, sendo quem é, tem peito (e, principalmente, COSTAS!) para dar zero para a Thaís. Terá também para "zerar" a novela?
Mesmo a grande personagem/ atriz destas primeiras semanas - Lília Cabral - está perigosamente embicando para se tornar o Grilo Falante da obra. Em todo capítulo ela tira um minuto de sabedoria do saco de maldades, e esta mistura de verdade e fel, que em doses homeopáticas daria a dimensão da dor da personagem (Marta? esqueci...), em formato over fica chata por demais.
Concordo, mas acredito que a responsabilidade não seja (só) dela. O texto duramente recitado todas as noites pela mocinha, se dito por qualquer atriz da Band, da Record ou do SBT, já teria sido alvo de severas críticas e muita zoação no Pânico, no CQC e na coluna do Macaco Simão. Mas como é o Manoel Carlos, todo mundo acha (ou acha que tem que achar) sensacional. PK, sendo quem é, tem peito (e, principalmente, COSTAS!) para dar zero para a Thaís. Terá também para "zerar" a novela?
Mesmo a grande personagem/ atriz destas primeiras semanas - Lília Cabral - está perigosamente embicando para se tornar o Grilo Falante da obra. Em todo capítulo ela tira um minuto de sabedoria do saco de maldades, e esta mistura de verdade e fel, que em doses homeopáticas daria a dimensão da dor da personagem (Marta? esqueci...), em formato over fica chata por demais.
04/09/2009
16/06/2009

Ney Matogrosso aparecerá, possivelmente no início do ano que vem, no papel principal do filme Luz nas Trevas - A Revolta de Luz Vermelha, continuação-releitura-explicação&sei-lá-o-quê do original da década de 60.
Há algumas semanas, numa reunião de gente que lê jornal (coisa que eu não faço), todos acharam estranha a escolha. Fui a única a achar sentido na aposta, mas, intimidada pelo discurso competente, não soube defender os motivos do meu feeling. Ficou só no feeling mesmo.
Há algumas semanas, numa reunião de gente que lê jornal (coisa que eu não faço), todos acharam estranha a escolha. Fui a única a achar sentido na aposta, mas, intimidada pelo discurso competente, não soube defender os motivos do meu feeling. Ficou só no feeling mesmo.
Continuo acreditando no Ney. Olhem aí a foto: alguém tem dúvida de que ele É ator?
Mas vendo as primeiras cenas liberadas para a internet, fiquei meio cismada com o filme enquanto obra. Tem tortura, anão de terno, travesti, normalista de Os Sete Gatinhos, complexo de Édipo, policial corrupto, flashes em preto e branco e Ney cantando vestido da urban cowboy. Acho que não precisava tanto...
Mas vendo as primeiras cenas liberadas para a internet, fiquei meio cismada com o filme enquanto obra. Tem tortura, anão de terno, travesti, normalista de Os Sete Gatinhos, complexo de Édipo, policial corrupto, flashes em preto e branco e Ney cantando vestido da urban cowboy. Acho que não precisava tanto...
13/06/2009
Bonitinhas as obras aí ao lado, não? São parte da exposição de Rogério Degaki, que esteve na Galeria Triângulo (SP). Esteve, já acabou, já era. O tema do post não é a exposição em si, mas o texto de apresentação. Vê se eu posso:
"... (esculturas que), metonimicamente, tratam da artificialidade dos edulcorantes como o açúcar da sociedade contemporânea..."
07/01/2009
Novamente o trabalho do Bom Dia Brasil em torno do conflito no Oriente Médio deu um show. Longos segundos sem nenhuma fala, nenhum texto ou entrevista. Apenas fotos e vídeos se alternando na tela, com as sirenes, tiros e explosões ao fundo. Se o assunto não fosse tão dramático, diria até que foi bonito...
06/01/2009
Muito boa a coluna de hoje de JFSantos (queria lincar aqui a coluna, MAS O SITE NÃO RECONHECE MEU LOGIN E A CENTRAL DO ASSINANTE NÃO SABE RESOLVER ESTE PROBLEMA). Gaiata, cheia de novidades, etc e tal. Mas como tudo tem um "mas", cabe esclarecer que a guerra no Oriente Médio (simplificando muito as motivações políticas, econômicas e geográficas) é entre judeus e muçulmanos, e não entre judeus e católicos.
Comentário paralelo
Aula de artes plásticas básica para principiantes: cores escuras dão mais peso ao objeto, e a parte superior de qualquer figura é a que domina o olhar. Assim, somando dois e dois, se você coloca uma roupa escura na parte de cima - blusas, blazers, casacos - o que já é naturalmente dominante fica ainda mais evidente. Então por que as apresentadoras (que hoje aparecem de pé, diante de recursos de croma key) insistem em usar blazer preto e calça cinza? Parece que o tronco está flutuando no cenário. A sempre elegante Renata Vasconcelos e a nem tanto Ana Maria Braga incorreram neste erro hoje...
Aula de artes plásticas básica para principiantes: cores escuras dão mais peso ao objeto, e a parte superior de qualquer figura é a que domina o olhar. Assim, somando dois e dois, se você coloca uma roupa escura na parte de cima - blusas, blazers, casacos - o que já é naturalmente dominante fica ainda mais evidente. Então por que as apresentadoras (que hoje aparecem de pé, diante de recursos de croma key) insistem em usar blazer preto e calça cinza? Parece que o tronco está flutuando no cenário. A sempre elegante Renata Vasconcelos e a nem tanto Ana Maria Braga incorreram neste erro hoje...
Muito boa a edição de hoje do Bom Dia Brasil, praticamente toda voltada para o conflito no Oriente Médio. Gorda, cheia, variada e muito, muito didática. Ótimos os infográficos (também é este o nome na TV?), que, infelizmente não achei no site.
Tive um embrião de blog falando de jornalismo. O que restou dele pode ser lido em http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&op=dados&usuario=261, mas decidi trazer o assunto para cá. Já não dou conta de um, pra quê tentar ter dois blogs? A partir de hoje, portanto, aqui também falamos (mal) da imprensa escrita, falada, televisada, internetada, Iphonada e tudo o mais.
04/01/2009
Ai, está sendo muito difícil engrenar o Ano Novo. Não tive recesso, praticamente. Com os feriados caindo no meio da semana, restaram poucos dias úteis livres, e ainda tive que trabalhar três dias. Todos os planos de botar a vida em ordem neste período foram por água abaixo. Restam a próxima segunda e terça, vamos ver se dá para voltar a trabalhar sem muita frustração.
13/07/2008
19/03/2008
Inconfessáveis
Não há beleza no desejo inspirado pelas obviedades. Há pouco mérito em querer apenas pelas ousadias, pelas safadezas de que se é capaz.
Desejáveis, adoráveis, inconfessáveis, são a pele que se dobra, pesada de anos, na curva do pescoço.
As mãos pequenas.
As incontáveis manias e os hábitos meio sem sentido de homem solteiro.
Uma leve hipocondria, divertida.
A inflexão dada ao meu nome, ao telefone, como se ficasse surpreso por ser eu do outro lado da linha.
Uma timidez domada, um ciuminho feliz.
E os sussurros de "minha", que você não consegue repetir sob a luz acesa.
Não há beleza no desejo inspirado pelas obviedades. Há pouco mérito em querer apenas pelas ousadias, pelas safadezas de que se é capaz.
Desejáveis, adoráveis, inconfessáveis, são a pele que se dobra, pesada de anos, na curva do pescoço.
As mãos pequenas.
As incontáveis manias e os hábitos meio sem sentido de homem solteiro.
Uma leve hipocondria, divertida.
A inflexão dada ao meu nome, ao telefone, como se ficasse surpreso por ser eu do outro lado da linha.
Uma timidez domada, um ciuminho feliz.
E os sussurros de "minha", que você não consegue repetir sob a luz acesa.
O visigodo em todos nós
Leblon. Aquele desfile de óculos escuros de grife que todo mundo já sabe. Apartamentos quilométricos de frente para o mar. Trés chic. E, de repente, lá vem ele - um altíssimo representante da cultura nacional, vestindo o impossível. O mais bizarro figurino envolvendo tronco e membros da criatura. Mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que imaginar aquele ser respeitado, letrado, incensado, elevado, vestindo o que vestia. Incompatível. Indescritível. Eu posso, você pode. Ele não.
Ou pode?
Mora um cafona em cada um de nós.
Na década de 70, Francisco Cuoco já foi o próprio, em uma grande novela da Globo (as novelas já foram grandes um dia, acredite). Empresário de sucesso, não fazia o menor esforço para esconder as preferências estéticas. O símbolo de seu império empresarial era uma réstia (para quem não é do tempo da réstia, a explicação: é aquela trança de cebolas que ficava pendurada nas quitandas. Se não sabe nem o que é quitanda, lamento). É este cafona que não se rende, que não se dobra, que insiste em aparecer pelas frestas. Nenhum compromisso com os sinais exteriores de antenação. Um bárbaro, um visigodo invadindo o império das fashion weeks e dos cadernos de cultura.
Diz aí que você não sabe o refrão de "Morango do Nordeste"? Que nunca interrompeu o zapping de madrugada para ver uma entrevista no Amaury Jr.? Ou que não guarda no armário uma peruca canecalon, uma blusa de gola rolê, uma calça baggy?
Ao fim e ao cabo destes mal empilhados parágrafos, pedra, mas também vidraça, deixo o bombástico registro: adoro o Louro José!
Vai lá: manda a primeira estilingada quem achar que pode.
Leblon. Aquele desfile de óculos escuros de grife que todo mundo já sabe. Apartamentos quilométricos de frente para o mar. Trés chic. E, de repente, lá vem ele - um altíssimo representante da cultura nacional, vestindo o impossível. O mais bizarro figurino envolvendo tronco e membros da criatura. Mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que imaginar aquele ser respeitado, letrado, incensado, elevado, vestindo o que vestia. Incompatível. Indescritível. Eu posso, você pode. Ele não.
Ou pode?
Mora um cafona em cada um de nós.
Na década de 70, Francisco Cuoco já foi o próprio, em uma grande novela da Globo (as novelas já foram grandes um dia, acredite). Empresário de sucesso, não fazia o menor esforço para esconder as preferências estéticas. O símbolo de seu império empresarial era uma réstia (para quem não é do tempo da réstia, a explicação: é aquela trança de cebolas que ficava pendurada nas quitandas. Se não sabe nem o que é quitanda, lamento). É este cafona que não se rende, que não se dobra, que insiste em aparecer pelas frestas. Nenhum compromisso com os sinais exteriores de antenação. Um bárbaro, um visigodo invadindo o império das fashion weeks e dos cadernos de cultura.
Diz aí que você não sabe o refrão de "Morango do Nordeste"? Que nunca interrompeu o zapping de madrugada para ver uma entrevista no Amaury Jr.? Ou que não guarda no armário uma peruca canecalon, uma blusa de gola rolê, uma calça baggy?
Ao fim e ao cabo destes mal empilhados parágrafos, pedra, mas também vidraça, deixo o bombástico registro: adoro o Louro José!
Vai lá: manda a primeira estilingada quem achar que pode.
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